Pete Doherty é mais conhecido pelos escândalos de sua vida pessoal do que por suas realizações profissionais, o que é uma pena, já que o rapaz tem uma sensibilidade artística um tanto quanto peculiar. Músico, poeta e artista, ele rejeita o comum em favor de um ideal boêmio, e assim como o poeta francês Arthur Rimbaud – entre tantos outros à frente de seu tempo – Doherty gera polêmica. A mais recente, fica por conta da exposição intitulada “On Blood: A Portrait of the Artist”, que reúne obras viscerais, inspiradas em um mundo de aventura, vício e tormento.
Tudo gira em torno do elemento principal usado em suas telas: o sangue. Sangue que assusta, emociona e transmite a dualidade do amor e ódio, vida e sacrifício, morte e pecado…
Seguindo a tendência de artistas como Mark Quinn e Franco B, Pete também usou o seu próprio sangue para produzir os quadros, que também possuem poesias, letras de músicas e lembranças, como um ato de revelação pessoal para o público.


Infelizmente, a maior parte da imprensa dá mais ênfase para as notícias negativas sobre Pete, e parece fazer questão de sempre lembrá-lo como “junkie” ou “o ex-namorado da Kate Moss” como se não houvesse nada mais importante para falar.

Fique sabendo:

– Algumas obras já foram expostas em Paris, em 2008, mas será a primeira vez que trabalho de Doherty (enquanto artista plástico) será exibido no Reino Unido.
– As obras citadas nesse post serão exibidas ao lado de pinturas de outros artistas. E sabe com quem o nosso queridinho irá dividir espaço? Amy Winehouse! Isso mesmo, entre as outras obras, está uma da autoria de Amy, na qual a cantora também usou seu próprio sangue para retratar a si mesma, ao lado da palavra “ladylike”.

A exposição abriu as portas ao público 26/02 e encerra 04/03, na Cob Gallery, Londres.

Imagens: Divulgação