Mari Pavanelli, nascida em 1987, é uma artista plástica autodidata, com grandes referências da natureza e que através de movimentos suaves e orgânicos, apresenta muita feminilidade em suas criações, que são delicadas e lúdicas. A artista começou desenhando ainda na infância, enquanto rabiscava o chão e as paredes da casa com giz e, desde então não parou mais.

Ao se mudar para a capital, encantou-se com a diversidade artística nos muros da cidade e foi então que passou a utilizá-los como suporte para sua arte, de forma despretensiosa, sempre com o objetivo de colorir a cidade e integrar as pessoas e seu cotidiano à arte.

Aos poucos migrou seu trabalho para outras plataformas e desde 2012, trabalha com pinturas em telas, além dos murais de grafite, com técnicas próprias e sempre explorando novos suportes para agregar à sua arte.

Seus trabalhos podem ser encontrados pelos muros da cidade, principalmente pelo centro de São Paulo, nas proximidades do bairro onde mora, o Cambuci. É lá também, onde está o seu ateliê. Mari acredita que a arte transforma, acaricia a alma e através dela é possível deixar o mundo um lugar melhor.


GRAFITEConfira abaixo, uma entrevista com a artista:

Como e quando começou sua vocação para arte?

Eu comecei a experimentar as artes plásticas ainda na infância, sempre fui muito estimulada pelo meu próprio prazer e vontade de criar, desenhar e colorir as coisas. Nasci e cresci no interior, numa cidadezinha chamada Tupã, quando criança eu vendia jabuticaba que eu colhia do meu quintal pra comprar lápis de cor, deixava minha mãe doida (risos).

Cresci desenhando, mas foi a pouco mais de dois anos que comecei a me dedicar de fato, quando resolvi tirar os desenhos da gaveta e coloca-los nos muros, desde então não parei mais.

Como se deu a definição do seu estilo? Vejo que seus trabalhos são muito fluidos, cheios de texturas e cores, pode explicar um pouquinho sobre isso? Sabe aquelas coisas que não tem porquês?

É algo que vem de dentro, do coração e da alma. Acredito que a minha paixão pela natureza e a admiração que tenho pela delicadeza das flores assim como pela beleza feminina, me guiam para a criação da minha arte. Mas é natural, não é um estilo que eu escolhi fazer, pode-se dizer que eu fui escolhida por ele.

GRAVURAS

Para você o que é a arte?

A arte na minha vida é a materialização dos meus sentimentos, muito alem de terapia, é o meu porto seguro.

Você pretende passar alguma mensagem com o seu trabalho, principalmente nas artes de rua?

Amor e gratidão pela cidade, pelas pessoas, pela vida! Quanto pinto na rua meu coração transborda de carinho, essa mensagem ganha outras formas nos olhos de cada um que passa por ali e fica em contato com a minha arte.

Sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher ou por grafitar as ruas? É sabido que o graffiti hoje conquistou o respeito de muitos, mas pode me dizer se, de uma forma geral, as pessoas realmente enxergam diferente, entendem como arte ou ainda veem como vandalismo?

Sim, já passei por algumas situações complicadas, mas faz parte de pintar na rua. Muitas vezes, enquanto estou pintando na rua, as pessoas falam mal, dizem que vão chamar a policia, ouço alguns comentários machistas, como “vai lavar roupa e para de pichar muro” (risos). Mas não me incomoda, acho normal as pessoas se expressarem até por que a grande maioria gosta muito. Muitas vezes essas pessoas que criticam inicialmente, depois se redimem dizendo que adoraram e tal. Existe uma parcela pequena que ainda se incomoda e não vê o graffiti como arte, e sim como sujeira (como já ouvi algumas vezes).Mas a grande maioria se encanta! Os idosos e as crianças são os que mais gostam, todos param pra conversar, tirar foto.

GRAFITE2É possível ver os trabalhos da Mari pelos muros de São Paulo, principalmente na região Central, onde fica seu ateliê. Para saber mais sobre a artista, acessem:

CONTATO:

E-mail: maripavanelli.art@gmail.com | Facebook: fb.com/maripavanelli.art
Telefone: (11) 99327-3351 | Site: maripavanelli.carbonmade.com
Instagram| @maripavanelli

Imagens: Divulgação.