Vamos começar do começo:

A infância de Bialice foi em meio do ateliê de sua Mãe, Alice Carracedo e no ateliê de alta costura de sua avó materna, Mathilde G. Carracedo. Apurado ao longo do tempo, o não preconceito sobre todas artes, foi aprendizado obrigatório e divertido. Era ouvinte especial nos saraus adultos de cultura, na casa do físico nuclear Mario Schenberg, mentor e marchand da arte de sua mãe.

No lugar de parques temáticos infantis, ela frequentava as Bienais de São Paulo, MIS, MAM, MASP e o Planetário era o seu playground. Tudo escolha pessoal. Quando nasceu, Bialice conheceu Tarsila do Amaral, prima de seu avô Cassio Carracedo. Estava acamada e com idade avançada, mas cheia de luz para incentivar a pequena a ser pintora como ela e Alice, sua mãe.

biaParece universo paralelo, mas não é. Tarsila faleceu em 1973, foram 5 anos de visitas constantes ao seu universo; quarto cheiroso, óleo de linhaça, tintas, pincéis e papéis cheios de Palmeiras Imperiais, jamais esquecido. Brincar com bonecas? Somente para fazer suas jóias e roupas!

Aos 10 anos, uma de suas crônicas ganhou concurso entre todas as escolas paulistas, o Prêmio Monteiro Lobato de literatura Infantil. Aos 12, já participava em exposições coletivas em meio adulto, com artistas renomados e comercializava as suas jóias conceituais. Privilegiada em sua educação, aproveitou tudo com delicadeza, construiu um caminho consistente para ser a artista que é em tudo que faz. Abaixo, uma ilustração de Bia Aché, prima da Bialice, que a homenageou com este lindo desenho – talento é coisa de família aqui! rs

bia0Hoje, a paulistana Bialice Duarte, faz parte do seleto grupo de designers de joias que representa o nosso país mundo afora, com as suas joias e obras – sim, obras! Ela também é ilustradora e artista plástica e participou de importantes eventos relacionados ao tema, como o curso “Jóias da Antiguidade”, realizado pelo Museu do Louvre. Agora, uma ilustração feita por Bialice, para a peça “Eagle Necklace”. Puro luxo, né?

eagle_necklace_by_bialice_duarte

Já expôs no Centro Social e Cultural Franco Brasileiro, em Paris, e com o colar ‘Fireworks’, conquistou a crítica especializada na exposição “The Edge of Diamonds“,  recebendo o prêmio “De Beers Diamonds International Awards“, o mais elevado da categoria – tipo um Oscar da joalheria mundial!

fireworks colar
Vale destacar que o colar ‘Fireworks’ foi executado pela Amsterdam Sauer e ostenta 422 diamantes, com sua base trabalhada em fios de ouro amarelo flexível… WOW!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo, o vídeo do Diamonds Internacional Awards – o ‘Fireworks’ aparece no 8:20 min.:

Seus prêmios e reconhecimentos profissionais são tantos, que não cabem neste post, mas vale destacar alguns:

Em 2007/2008, foi a vencedora da 5ª edição do “Thaitian Pearltrophy – National Edition“, com o colar Pen Drive “Sinfonia para Gliese”. Sua peça “Formosa Butterfly” (foto abaixo), integra o acervo do Gemological Institute of América (GIA) Museum, Califórnia.

by_Bialice Duarte_ Formosa butterfly, 18K gold, green gold quartz, peridot, aquamarine, citrine, tourmaline, freshwater rose pearl_ Photo by Don Mengason_GIA,

Bialice é membro da L’Organisation dês Nations Unies pour l’Éducation, la Science et la Culture (UNESCO) e atualmente, cumpre roteiro de exposições internacionais, com as joias inspiradas nos trabalhos da pintora modernista Tarsila do Amaral, e dedica algumas horas de seu precioso tempo, com uma nova paixão: Bijoux Couture – esta, eu vou falar em breve por aqui!

Por enquanto, uma foto pra deixar o post com gostinho de quero mais: ;)

patua

Agora, uma citação inspiradora de Bialice sobre o seu trabalho: 

“Acredito na natureza e na perfeição do feminino, em que a mulher sempre preservou a sua essência delicada, equilibrada em seus adornos. A partir desse princípio, desenvolvi as “Joias Gestuais”, uma técnica em que transformo a joalheria em algo criativo e intuitivo.

Sem projeto definido, sem um desenho na cabeça, nenhum rascunho pré-estabelecido. Tendo apenas os materiais escolhidos e o potencial de cada um. Frutos da espontaneidade. Cada peça conta uma história que flui naturalmente, elas nascem a partir do livre manuseio, em um processo que dou vida utilizando a criatividade e apostando no imprevisível da criação natural.

Simetrias, reflexos, transparências, tramas… São diversas as características que contribuem para que o meu trabalho se sobressaia.  A utilização de fios é bastante comum na construção das peças a fim de dar leveza e flexibilidade.
O peso das peças e a harmonia dos elementos que dela fazem parte, são preocupações constantes para que as joias apresentem sempre um equilíbrio de volumes. Deste trabalho, estudado em detalhes e ao mesmo tempo simples em conceito, resultam minhas obras-primas.”

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Viu só, o Brasil está cheio de talentos e pessoas incríveis; Devemos nos orgulhar e valorizar mais as nossas riquezas! Prestigiem; visitem as exposições, adquiram os trabalhos dos nossos conterrâneos e fortaleçam o nosso lugar no mundo!!! Beijos meus e da Bialice pra vocês… S2

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