O fotógrafo Rafael Pieroni está em constante movimento. Entre os seus projetos estão exposições fotográficas de sucesso, que abrangem diferentes temas, sempre sob o olhar de personalidade do artista. A mais recente novidade é sua estréia como diretor em um filme-documentário.
Eu bati um papo com ele e trago as novidades acerca de seu trabalho e também, muita inspiração aos amantes da fotografia! Confira:

rafael pieroni e marília barCloset Blog: Conte-nos sobre a sua trajetória dentro da fotografia. Quando surgiu o interesse em fotografar?

Rafael Pieroni: Sempre fotografei ou tive contato com a fotografia. Isso veio do meu pai que nunca foi um fotógrafo profissional, mas um empenhado fotógrafo amador, sempre registrando os momentos em família, festas, viagens… Aos 18 anos pedi a ele uma câmera bacana e ganhei de presente, a partir daí não parei mais de fotografar os meus assuntos de interesse.

Quais são os seus mestres? Aqueles fotógrafos que você admira e o que mais te encanta no trabalho deles…

Difícil falar de mestres, existem sempre referências mais fortes, outras que te seduzem mais em determinado momento de sua produção, outros menos, o mais importante é sempre buscar estas referências visuais, o treino do olhar, o exercício de tentar ver o mundo através do olho do outro, daquele que você admira. Mas se for para citar alguns nomes sem hierarquizar, adoro o trabalho da Sally Mann, Garry Winogrand, Manuel Álvarez Bravo

Qual foi o trabalho que você realizou e mais te emocionou? Por quê?

Acho que o trabalho que mais ocupou espaço e tomou mais minhas emoções talvez seja esse TORNAR_SE O QUE SE__É. pode ser que por ser o último, mas não… Acho que não! Ele exigiu de mim um envolvimento maior com as imagens, um desprendimento de tempo e espaço e me levou a construir novos significados, assentar outras camadas de imagens que vivem em mim.

Instasize_0715215440Vejo que o seu trabalho tem muita sensibilidade e um ar bucólico, de onde vem esta inspiração?

A inspiração é a vida. Você é, faz, aquilo que você vive. E eu vivo muito isso, embora morando na cidade, tenho meus retiros pessoais (e espirituais) para onde posso mergulhar e observar as coisas por um outro prisma. Fui criado junto à natureza e isso para mim é uma dádiva, um presente, me sinto mais completo como ser por poder fazer esta integração de maneira mais frequente e constante na minha vida.

Conte-nos sobre os seus trabalhos atuais: conceito, obras… 

Meu trabalho mais recente com fotografia é a exposição TORNAR_SE O QUE SE__É, que foi exibida pela primeira vez durante o mês passado, é o resultado de anos de trabalho. É um mergulho em mim mesmo buscando esse ser a fim de tornar-se o que se é, uma busca de si mesmo. Paralelamente desde 2013 entrei em um projeto junto com o coletivo Curtindo a Praia na execução de um filme. É o primeiro filme da minha vida, um documentário feito com o carpinteiro e artesão Dimas Pires, acompanhando seu projeto Sobrevida, que teve sua estréia no último dia 26.

sobrevida

Algum projeto futuro ou (mais) novidades por vir?

Sim! Em Agosto teremos um novo, mas já importante, festival de fotografia na cidade de Itu, o InterFoto. Vou apresentar um trabalho chamado Venezuela Perdida. É um trabalho documental onde busquei atravessar as camadas mais superficiais de leitura desse nosso vizinho, para além de ideologias políticas e questões partidárias busquei revelar uma Venezuela que está perdida, ao meu ver em dois sentidos: o país que não é conhecido e o país que segue um caminho um pouco incerto. É um documental poético.

De uma forma geral, qual é a principal mensagem que você deseja transmitir através do seu trabalho?

Poxa, acho difícil colocar dessa forma. As mensagens são muitas. Cada imagem carrega consigo muitas mensagens. Eu só quero mesmo é poder criar narrativas através das minhas imagens, encontrar belezas, sutilezas por aí e poder registrar e compartilhar.

Sobre a cena atual na fotografia em Sorocaba. Algo à declarar?

Uma coisa que sempre digo é que estamos saindo de um ponto periférico de produção cultural e criando nosso eixo, temos muita facilidade de aproximação com São Paulo, temos a internet que nos conecta ao mundo inteiro, então produzir daqui ficou mais viável. Temos bons profissionais e bons artistas por aqui. Gosto muito do Vinicius Ferreira e da Camila Fontenele.

Quer deixar uma mensagem para os iniciantes na arte de fotografar?
Fotografem, treinem o olho! A técnica, de nada vale, sem o repertório. É preciso saber olhar.

>> Links do artista <<

Site: rafaelpieroni.com
Twitter: @rafaelpieroni
Instagram: @rafaelpieroni
Facebook: fb.com/rafaelpieronifotografia

Fotos: Rafael Pieroni | Divulgação.