Aos 13 anos ela já tinha sua própria banda de rock. Aos 19 saiu do interior, foi morar em São Paulo com o namorado roqueiro e colocou na cabeça que tinha que ir embora para a Inglaterra. Estamos falando da Thamila Zenthöfer, vocalista da banda Vilania, que teve seu grande momento na cena musical brasileira em 2006, mas que por alguns motivos, atualmente está “fora de cena”. Thamila tem estilo e muda o visual como uma camaleoa, gosta de heavy metal e também é apaixonada por moda, maquiagem e coisas de menina! O Closet fez uma entrevista com essa figura cheia de atitude e personalidade, que conta pra gente as maiores diferenças entre o comportamento e a moda no Brasil e na Inglaterra.

Closet: Você morou em São Paulo e atualmente está vivendo em Londres. Existe uma diferença muito grande na forma das pessoas se vestirem?
Thamila: Existe com certeza! Aquele medo que temos no Brasil de usarmos uma peça diferente, misturar cores e estampas, usar chapéu na rua sem ninguém achar esquisito ou mesmo usar uma cor diferente de batom, não existe aqui. Acho maravilhosa a forma que os ingleses se vestem “sem medo de ser feliz”, usam o que dá na telha e o que acham confortável. Posso sair de pijama na rua aqui que ninguém vai me olhar feio, ou dizer que sou brega ou preguiçosa. Aqui, quanto mais diferente você for, mais bem visto você é.

Qual foi a maior diferença que você percebeu (boa ou não) entre São Paulo e Londres sobre o comportamento das pessoas em relação à moda? E as semelhanças?
Vejo muita semelhança na moda de São Paulo e Londres. Em São Paulo rola uma moda bizarra, diferente, principalmente na noite, nas casas noturnas, na Rua Augusta e incusive na loucura que se vê e na quantidade de bares de diferentes estilos que você pode escolher. Mas quando vira dia em São Paulo todos voltam a vestir roupas normais, por mais tatuados ou cheios de piercings que sejam. Aqui em Londres isso é diferente, pode acontecer todo esse ciclo noite e dia que as pessoas se vestem da mesma maneira.

Você acha que no Brasil, o preconceito e a resistência da sociedade em aceitar o que é diferente dos padrões tradicionais é maior do que na Inglaterra?
Completamente e descaradamente maior (risos). Aqui na Inglaterra, eles são mais evoluidos quanto a isso, as pessoas podem se expressar da maneira que quiserem, seja pela roupa ou pela pintura nas paredes. Vejo tantas pessoas cobertas de tatuagem que trabalham em bancos ou com cabelos coloridos, dreads ou moicanos e que são advogados, é sério! Afinal, existiu uma grande revolução por aqui, a Inglaterra ainda é um país muito conservador, mas os jovens lutaram pela liberdade de expressão, contra o preconceito no modo de vestir. Foi aqui que surgiu o Punk’77 por exemplo, que deixa rastros em tantos homens e mulheres de idade que circulam por todos os cantos até hoje.

Quem acompanha a sua carreira, sabe que você passou por diversas mudanças no visual. Você é uma camaleoa. Agora conta pra gente, quais são as suas referências na hora de se vestir?
Eu ja tive tantas influências, tantas fases, acho que agora estou na minha melhor fase, tanto na maneira de me vestir, quanto na maneira que cuido da beleza. Meu guarda roupa é basicamente composto por roupas pretas e jaquetas de couro, me inspiro muito nos meus heróis, nas bandas de metal que mais gosto.

Como você define seu estilo hoje em dia? O que te inspira?
Meu estilo é com o pé atolado no Metal, e um pouco do guarda-roupa punk também, procuro muito me inspirar no estilo de musica que ouço, nos filmes que assisto, mas sempre perco um imenso tempo pesquisando e vendo blogs e sites de moda, posso dizer que sou uma “Perua do Metal” hahaha.

Uma dica de boas compras em Londres:
TopShop (fast Fashion), peças maravilhosas e muito baratinhas, com sapatos e acessórios incríveis.

Qual é a melhor bebida e a melhor música da temporada por aí?
Bloody Mary e Amy Winehouse.

Pedimos à Thamila que sugerisse um vídeo para ilustrar esse post e inspirar os nossos leitores. Ela recomendou esse aqui ó:

Imagens: Acervo pessoal Vídeos: Divulgação